- Exercícios do método Dalcroze.
Há algum tempo eu já utilizava as palavras para facilitar a compreensão das figuras e dos grupos rítmicos! Entretanto, não posso dizer que tive essa brilhante idéia sozinha, pois comecei a aplicar esse método após uma aula da Professora Maria Zei, no curso “Educação Musical – do berçário à maturidade” na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Na ocasião, a Zei nos mostrou como ela trabalhava as colcheias, semicolcheias e suas combinações com os alunos, utilizando nomes:
O legal era quando apareciam colcheias e semicolcheias juntas. Ela falava, então, que uma sílaba “engolia” a outra:
Nas minhas práticas, eu não costumo utilizar palavras para a semínima, utilizando apenas o já conhecido “TA”. Gostei muito da idéia do “pão”!
Para a colcheia, o “TA-TA” ou o “TI-TI” mesmo (Kodály), utilizando palavras apenas eventualmente. Mas nesse caso, como trabalho com crianças a partir do 5º ano, peço para os próprios alunos falarem palavras de duas sílabas que tenham a primeira sílaba como tônica (paroxítona ). Eles falam (e muuuito!) e fazemos os exercícios com todas: cama, mesa, muro, bola, bala, chato, lápis, berro, calça, tênis, etc...
Faço a mesma coisa para as semicolcheias: pirulito, abobrinha, uniforme, batatinha, Jaqueline, etc...
Para as tercinas, achei bem legal a proposta da palavra “pêssego”, principalmente por ter acento na primeira sílaba (proparoxítona). Eu tenho utilizado a palavra “lâmpada”. Aliás, quem me ajudou com isso foi um aluno também. Eu estava tentando achar uma palavra com três sílabas, sendo a tônica na primeira, e não estava conseguindo lembrar-me de nenhuma. Lancei a proposta na sala e o Vitor me ajudou!
Bom, agora talvez alguns colegas fiquem um pouco indignados com a próxima associação. Mas enfim... numa certa aula aconteceu algo muito engraçado: os próprios alunos associaram as diferentes durações das figuras com a famigerada música “Créu” e suas velocidades!!! Hahahaha!
Baseado nesse fato, não é nada difícil de, quando for utilizar a palavra “pão” para a semínima, algum aluno ter a brilhante idéia de usar “chão-chão-chão-chão”!!! Hahahaha!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Relato de aula - 2 - Regência e Didática do Canto Coral
- Continuação de atividades com a música "Caça a Raposa" de João Bosco (análise de diferentes interpretações)
- Fazer uma composição com as frases da outra aula e escrever;
- Trocar as composições entre os grupos e apresentar;
- Técnicas de regência;
- Fazer uma composição com as frases da outra aula e escrever;
- Trocar as composições entre os grupos e apresentar;
- Técnicas de regência;
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Relato de aula - 1 - Metodologia II
Hans-Joachim Koellreutter (1915-2005)
Hoje.
Amanhã?
Nunca...
Sempre!
Já acabou?
Ousados são
Aqueles que
Conheceram (verdadeiramente) o
Homem da
Inovação da
Música brasileira.
Koellreutter...
Ousarei me
Entregar
Livremente, sem
Limites, sem
Receios, aos seus
Ensinamentos... para
Um dia
Transcender
Transformar
Emergir
Respirar...
Autor: Célia Bitencourt
Acróstico escrito ao som de
Acronon, composição de Hans-Joachim Koellreutter
Acronóstico!
Hoje.
Amanhã?
Nunca...
Sempre!
Já acabou?
Ousados são
Aqueles que
Conheceram (verdadeiramente) o
Homem da
Inovação da
Música brasileira.
Koellreutter...
Ousarei me
Entregar
Livremente, sem
Limites, sem
Receios, aos seus
Ensinamentos... para
Um dia
Transcender
Transformar
Emergir
Respirar...
Autor: Célia Bitencourt
Acróstico escrito ao som de
Acronon, composição de Hans-Joachim Koellreutter
Relato de Aula – 1 – Metodologia I
- Apresentação do conteúdo das matérias Metodologia I e II.
- Diferenças entre o ensino tradicional e as metodologias ativas. Na primeira, o aluno é apenas um repositório do conhecimento “despejado” pelo professor. Na segunda, existe a experimentação, onde o aluno constrói o próprio conhecimento. Entretanto, é necessário haver uma devolutiva do aluno, através da qual é possível observar/refletir o que foi atingido/aprendido com o experimento. Se não houver essa reflexão, acaba-se fazendo uma atividade “por fazer”, sem objetivo definido.
- Introdução ao Método Dalcroze.
Muito interessante o método Dalcroze! Acho sensacional a possibilidade de utilizar movimentos corporais para a educação musical. Afinal, música é movimento. Entretanto, ainda acredito que tenho algum bloqueio para trabalhar a questão do corpo nas minhas aulas de música. Isso é muito intrigante para mim, pois adoro participar das práticas feitas em sala de aula pela Enny, e no semestre passado pela Melina. Talvez seja só questão de tempo, de forma que eu absorva mais profundamente essas possibilidades e consiga “por para fora” de forma mais natural.
- Diferenças entre o ensino tradicional e as metodologias ativas. Na primeira, o aluno é apenas um repositório do conhecimento “despejado” pelo professor. Na segunda, existe a experimentação, onde o aluno constrói o próprio conhecimento. Entretanto, é necessário haver uma devolutiva do aluno, através da qual é possível observar/refletir o que foi atingido/aprendido com o experimento. Se não houver essa reflexão, acaba-se fazendo uma atividade “por fazer”, sem objetivo definido.
- Introdução ao Método Dalcroze.
Muito interessante o método Dalcroze! Acho sensacional a possibilidade de utilizar movimentos corporais para a educação musical. Afinal, música é movimento. Entretanto, ainda acredito que tenho algum bloqueio para trabalhar a questão do corpo nas minhas aulas de música. Isso é muito intrigante para mim, pois adoro participar das práticas feitas em sala de aula pela Enny, e no semestre passado pela Melina. Talvez seja só questão de tempo, de forma que eu absorva mais profundamente essas possibilidades e consiga “por para fora” de forma mais natural.
Relato de aula - 1 - Regência e Didática do Canto Coral
- Apresentação de cada um do grupo
- Exercícios de coordenação motora (lado direito/esquerdo, reger com uma mão e equilibrar uma tampa na outra)
- Técnicas de regência (planos, ponto de referência)
- música "Caça a Raposa" de João Bosco
- Exercício em grupo (juntar frases de várias músicas e formar uma nova composição)
Estou com uma espectativa muito grande para as aulas de regência!!! Afinal, meu trabalho é totalmente voltado para isso. E pelo que vi, as aulas da Mara irão revolucionar minha prátíca!!!!
- Exercícios de coordenação motora (lado direito/esquerdo, reger com uma mão e equilibrar uma tampa na outra)
- Técnicas de regência (planos, ponto de referência)
- música "Caça a Raposa" de João Bosco
- Exercício em grupo (juntar frases de várias músicas e formar uma nova composição)
Estou com uma espectativa muito grande para as aulas de regência!!! Afinal, meu trabalho é totalmente voltado para isso. E pelo que vi, as aulas da Mara irão revolucionar minha prátíca!!!!
domingo, 26 de junho de 2011
Laban e os sólidos platônicos
Achei tão interessante a utilização das formas geométricas por Laban que procurei mais informações a respeito.
Encontrei um livro muito interessante chamado Dicionário Laban, de Lenira Rangel, disponível no Google Livros. Nesse livro, encontrei a definição de poliedro:
POLIEDRO
Poliedro é um corpo e/ou sólido tridimensional que apresenta superfície planas (poli=vários; edro=face). Os poliedros são também conhecidos por sólidos platônicos e poliedros regulares. As superfícies dos poliedros são denominadas faces. As faces dos poliedros são polígonos ou figuras geométricas planas. Os lados das faces recebem o nome de arestas e os pontos onde as arestas se encontram são denominadas de vértices. Duas faces consecutivas formam um ângulo diedro (di=dois; edro=face). Os poliedros recebem denominações de acordo com o número de faces que apresentam.
A arquitetura de Laban se constrói com base nos poliedros, pois vê neles "leis universais cósmicas" que refletem a semelhança entre este fluxo universal e o movimento humano em todos os níveis: "mental, físico e espiritual" (LABAN, apud NEWLOVE, 1999).
"As formas poliedrais embutem-se uma dentro da outra como bonecas russas" (NEWLOVE, 1999, p. 29)
Mais especificamente sobre os sólidos platônicos, achei um site com muitas informações a respeito. Pelo que percebi, se trata de uma seção do site da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Achei interessante a questão histórica dos sólidos platônicos pois tem muita relação com o que já discutimos nas aulas da professora Ruth a respeito das ciências e sua relação com a arte:
Grandes filósofos e matemáticos dedicaram a vida ao estudo da geometria. Enquanto a escola pitagórica, por exemplo, tinha como lema "Tudo são números" a escola de Platão (a Academia) tinha escrito sobre a porta: "Não entre aqui ninguém que não seja geométra".
Platão foi o primeiro matemático a demonstrar que existem apenas cinco poliedros regulares: o cubo, o tetraedro, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. A eles se referiu no seu dialogo "Timeu", por esse motivo esses cinco poliedros regulares passaram a ser designados por sólidos platónicos.
Para Platão, o Universo era formado por um corpo e uma alma, ou inteligência. Na matéria havia porções limitadas por triângulos ou quadrados, formando-se elementos que diferiam entre si pela natureza da forma das suas superfícies periféricas.
I. Se fossem quadradas, teríamos:
II. Se fossem triângulos equiláteros, teríamos:
o octaedro, - o elemento ar.
o icosaedro - o elemento água.
o dodecaedro - simbolizava o Universo. 

Finalmente, para coroar essa relação entre arte e ciência, achei um texto sensacional da professora Marta Simões Peres, relacionando a vida e obra do astrônomo Johannes Kepler ao bailarino e coreógrafo Rudolf Laban. Segue abaixo apenas um trecho, como "aperitivo", mas não deixem de ler o texto na íntegra.
Kepler e Laban: um era astrólogo e astrônomo, termos sinônimos à época (1); o outro, arquiteto, artista plástico, bailarino, coreógrafo, precursor da ergonomia e inventor de um sistema de notação do movimento do corpo humano. O que nos levaria a reunir estas duas importantes figuras da ciência e da arte, separadas no tempo por um intervalo de três séculos? Não haveria uma melhor interseção para os diversos campos do saber por que transitaram que seu atributo de ‘matemáticos’. Nos estudos de ambos acerca do ‘movimento dos corpos’, fossem celestes ou humanos, identifica-se a grande importância assumida pela geometria. Além disso, partilhavam do interesse pelos ‘sólidos regulares’ ou ‘perfeitos’, também chamados de ‘platônicos’ ou ‘pitagóricos’. Presentes na obra de Platão (428-347 a.C.), os mesmos foram objeto de estudo de Pitágoras de Samos, filósofo pré-socrático do século VI a.C., célebre pelo teorema a respeito dos catetos e hipotenusa do triângulo retângulo (2).
Dando um salto no tempo, pioneiro na utilização da física-matemática para explicar os fenômenos celestes, Kepler (1571-1630) é considerado um dos personagens mais fascinantes da História da Ciência. Enquanto Kepler construiu toda uma cosmologia baseada em sua convicção de que as órbitas dos planetas do sistema solar deveriam seguir o padrão dos sólidos regulares, inscritos sucessivamente num cálice, Laban situou, no interior destes sólidos, os movimentos do corpo humano.
NOTAS:
(1) Até o final do século XVII, não existia distinção semântica para os termos ‘astrônomos’ e ‘astrólogos’, empregados indiferentemente, abrangendo, inclusive, os ‘médicos’, todos chamados de ‘mathematicus’. Somente no século XVIII passariam a existir limites entre as disciplina análogos aos atuais.
(2) Pressupondo uma identidade divina fundamental entre os seres, Pitágoras concebia todas as coisas sob a forma de números. A purificação da alma deveria ser buscada por meio do trabalho intelectual visando à harmonia das proporções do cosmo. Na variação do som pelas diferentes extensões da corda de um instrumento, ele observou a relação entre música e matemática. Postulou que os primeiros números representariam o que há de essencial no universo: o ponto, a linha e o plano.
~*~*~
Encontrei um livro muito interessante chamado Dicionário Laban, de Lenira Rangel, disponível no Google Livros. Nesse livro, encontrei a definição de poliedro:
POLIEDRO
Poliedro é um corpo e/ou sólido tridimensional que apresenta superfície planas (poli=vários; edro=face). Os poliedros são também conhecidos por sólidos platônicos e poliedros regulares. As superfícies dos poliedros são denominadas faces. As faces dos poliedros são polígonos ou figuras geométricas planas. Os lados das faces recebem o nome de arestas e os pontos onde as arestas se encontram são denominadas de vértices. Duas faces consecutivas formam um ângulo diedro (di=dois; edro=face). Os poliedros recebem denominações de acordo com o número de faces que apresentam.
A arquitetura de Laban se constrói com base nos poliedros, pois vê neles "leis universais cósmicas" que refletem a semelhança entre este fluxo universal e o movimento humano em todos os níveis: "mental, físico e espiritual" (LABAN, apud NEWLOVE, 1999).
"As formas poliedrais embutem-se uma dentro da outra como bonecas russas" (NEWLOVE, 1999, p. 29)
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Mais especificamente sobre os sólidos platônicos, achei um site com muitas informações a respeito. Pelo que percebi, se trata de uma seção do site da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Achei interessante a questão histórica dos sólidos platônicos pois tem muita relação com o que já discutimos nas aulas da professora Ruth a respeito das ciências e sua relação com a arte:
Grandes filósofos e matemáticos dedicaram a vida ao estudo da geometria. Enquanto a escola pitagórica, por exemplo, tinha como lema "Tudo são números" a escola de Platão (a Academia) tinha escrito sobre a porta: "Não entre aqui ninguém que não seja geométra".
Platão foi o primeiro matemático a demonstrar que existem apenas cinco poliedros regulares: o cubo, o tetraedro, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. A eles se referiu no seu dialogo "Timeu", por esse motivo esses cinco poliedros regulares passaram a ser designados por sólidos platónicos.
Para Platão, o Universo era formado por um corpo e uma alma, ou inteligência. Na matéria havia porções limitadas por triângulos ou quadrados, formando-se elementos que diferiam entre si pela natureza da forma das suas superfícies periféricas.
I. Se fossem quadradas, teríamos:
o cubo - elemento terra.
II. Se fossem triângulos equiláteros, teríamos:
o tetraedro - o elemento fogo.
o icosaedro - o elemento água.
III. Se fossem pentágonos, teríamos:
Embora chamados Platónicos, Proclus atribuiu a construção destes poliedros a Pitágoras, supondo-se que é também a ele que se deve o teorema: "Há somente cinco poliedros regulares".
Hoje sabe-se que o teorema só é verdadeiro para os poliedros regulares convexos. Alguns séculos mais tarde, em 1597 Kepler, inspira-se nos poliedros regulares para estudar o movimento dos seis planetas até então conhecidos (Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vénus e Mercúrio) e publica a sua obra "The Cosmographic Mystery", onde utiliza um modelo do sistema solar composto por esferas concêntricas, separadas umas das outras por um cubo, um tetraedro, um dodecaedro, um octaedro e um icosaedro para explicar as distâncias relativas dos planetas ao sol.
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Finalmente, para coroar essa relação entre arte e ciência, achei um texto sensacional da professora Marta Simões Peres, relacionando a vida e obra do astrônomo Johannes Kepler ao bailarino e coreógrafo Rudolf Laban. Segue abaixo apenas um trecho, como "aperitivo", mas não deixem de ler o texto na íntegra.
Kepler e Laban: um era astrólogo e astrônomo, termos sinônimos à época (1); o outro, arquiteto, artista plástico, bailarino, coreógrafo, precursor da ergonomia e inventor de um sistema de notação do movimento do corpo humano. O que nos levaria a reunir estas duas importantes figuras da ciência e da arte, separadas no tempo por um intervalo de três séculos? Não haveria uma melhor interseção para os diversos campos do saber por que transitaram que seu atributo de ‘matemáticos’. Nos estudos de ambos acerca do ‘movimento dos corpos’, fossem celestes ou humanos, identifica-se a grande importância assumida pela geometria. Além disso, partilhavam do interesse pelos ‘sólidos regulares’ ou ‘perfeitos’, também chamados de ‘platônicos’ ou ‘pitagóricos’. Presentes na obra de Platão (428-347 a.C.), os mesmos foram objeto de estudo de Pitágoras de Samos, filósofo pré-socrático do século VI a.C., célebre pelo teorema a respeito dos catetos e hipotenusa do triângulo retângulo (2).
Dando um salto no tempo, pioneiro na utilização da física-matemática para explicar os fenômenos celestes, Kepler (1571-1630) é considerado um dos personagens mais fascinantes da História da Ciência. Enquanto Kepler construiu toda uma cosmologia baseada em sua convicção de que as órbitas dos planetas do sistema solar deveriam seguir o padrão dos sólidos regulares, inscritos sucessivamente num cálice, Laban situou, no interior destes sólidos, os movimentos do corpo humano.
NOTAS:
(1) Até o final do século XVII, não existia distinção semântica para os termos ‘astrônomos’ e ‘astrólogos’, empregados indiferentemente, abrangendo, inclusive, os ‘médicos’, todos chamados de ‘mathematicus’. Somente no século XVIII passariam a existir limites entre as disciplina análogos aos atuais.
(2) Pressupondo uma identidade divina fundamental entre os seres, Pitágoras concebia todas as coisas sob a forma de números. A purificação da alma deveria ser buscada por meio do trabalho intelectual visando à harmonia das proporções do cosmo. Na variação do som pelas diferentes extensões da corda de um instrumento, ele observou a relação entre música e matemática. Postulou que os primeiros números representariam o que há de essencial no universo: o ponto, a linha e o plano.
sábado, 25 de junho de 2011
Entrevista
Quem?
Entrevistei um dos diretores da Associação Amigos da Fanfarra de Caieiras, que além de ser músico da Fanfarra de Caieiras há 30 anos, também é professor de percussão, tuba e teoria musical, além de ser músico da Orquestra Filarmônica de Caieiras.
Onde?
Na sala da minha casa.
Entrevista
Durante uma performance musical, o entrevistado utiliza posturas diferentes, de acordo com o instrumento que está tocando. Ao tocar tuba, procura manter o corpo ereto, porém relaxado, de forma a proporcionar um melhor aproveitamento da respiração e um melhor desempenho na execução do instrumento. Já na percussão a postura é mais à vontade justamente para facilitar a execução de vários instrumentos ao mesmo tempo, como na bateria.
Ele deixa claro que as posturas podem ter vantagens e desvantagens de acordo com o tipo de instrumento e repertório que se está trabalhando. Na música erudita, é mais fácil e mais estético trabalhar com o corpo ereto, entretanto quem toca na percussão faz muito mais movimentos, não ficando nessa postura o tempo todo. Na música popular é muito mais difícil trabalhar com o corpo ereto, pois tanto para o baterista, que fará as famosas "viradas" e cruzará os braços para tocar o chimbal e a caixa, ou para o percussionista que está tocando tumbadora, um instrumento que requer mais "gingado", a postura erudita não é muito conveniente, pois acabará dificultando a execução do instrumento e não trará benefícios estéticos.
Não precisou fazer nenhuma adaptação em seu corpo para tocar, pois, em suas palavras, os instrumentos já foram feitos de forma a aproveitar a fisiologia do corpo: a forma de respirar, a posição das mãos para segurar a baqueta ou para tocar bongô, por exemplo. Apenas é necessário o estudo para se ter o condicionamento dos movimentos utilizados, aumentar a capacidade respiratória, criar resistência muscular.
Nas aulas, procura observar o corpo do aluno, pois cada um é diferente, adaptando as técnicas do instrumento para obter um melhor resultado para o aluno. Alguns têm mãos maiores, alguns tem mãos menores, alguns tem naturalmente mais agilidade do que outros. Para auxiliar nisso, sempre observou muito outros músicos profissionais, em concertos e apresentações ao vivo, pela TV, vídeos, pois muitos deles também tiveram que adaptar alguma característica do seu corpo.
Considerações
Achei muito interessante fazer essa entrevista, pois acredito que as informações não fluiram apenas em um sentido. Apesar de estar conduzindo as perguntas e meu entrevistado fornecendo as respostas, tenho certeza que ele, através desses questinamentos, passará a destinar mais atenção à participação do corpo em todo o processo musical.
Entrevistei um dos diretores da Associação Amigos da Fanfarra de Caieiras, que além de ser músico da Fanfarra de Caieiras há 30 anos, também é professor de percussão, tuba e teoria musical, além de ser músico da Orquestra Filarmônica de Caieiras.
Onde?
Na sala da minha casa.
Entrevista
Durante uma performance musical, o entrevistado utiliza posturas diferentes, de acordo com o instrumento que está tocando. Ao tocar tuba, procura manter o corpo ereto, porém relaxado, de forma a proporcionar um melhor aproveitamento da respiração e um melhor desempenho na execução do instrumento. Já na percussão a postura é mais à vontade justamente para facilitar a execução de vários instrumentos ao mesmo tempo, como na bateria.
Ele deixa claro que as posturas podem ter vantagens e desvantagens de acordo com o tipo de instrumento e repertório que se está trabalhando. Na música erudita, é mais fácil e mais estético trabalhar com o corpo ereto, entretanto quem toca na percussão faz muito mais movimentos, não ficando nessa postura o tempo todo. Na música popular é muito mais difícil trabalhar com o corpo ereto, pois tanto para o baterista, que fará as famosas "viradas" e cruzará os braços para tocar o chimbal e a caixa, ou para o percussionista que está tocando tumbadora, um instrumento que requer mais "gingado", a postura erudita não é muito conveniente, pois acabará dificultando a execução do instrumento e não trará benefícios estéticos.
Não precisou fazer nenhuma adaptação em seu corpo para tocar, pois, em suas palavras, os instrumentos já foram feitos de forma a aproveitar a fisiologia do corpo: a forma de respirar, a posição das mãos para segurar a baqueta ou para tocar bongô, por exemplo. Apenas é necessário o estudo para se ter o condicionamento dos movimentos utilizados, aumentar a capacidade respiratória, criar resistência muscular.
Nas aulas, procura observar o corpo do aluno, pois cada um é diferente, adaptando as técnicas do instrumento para obter um melhor resultado para o aluno. Alguns têm mãos maiores, alguns tem mãos menores, alguns tem naturalmente mais agilidade do que outros. Para auxiliar nisso, sempre observou muito outros músicos profissionais, em concertos e apresentações ao vivo, pela TV, vídeos, pois muitos deles também tiveram que adaptar alguma característica do seu corpo.
Considerações
Achei muito interessante fazer essa entrevista, pois acredito que as informações não fluiram apenas em um sentido. Apesar de estar conduzindo as perguntas e meu entrevistado fornecendo as respostas, tenho certeza que ele, através desses questinamentos, passará a destinar mais atenção à participação do corpo em todo o processo musical.
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