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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Relato de aula - 3 - Didática da prática instrumental - Orff

Iniciamos a aula assistindo a um documentário sobre Carl Orff. Foi muito interessante, e vou procurar obter esse vídeo.Sempre achei contraditório um compositor de uma obra tão forte, arrebatadora, sensual, polêmica como Carmina Burana ser também o criador de um método de ensino de música para crianças. Essa sensação ficou mais patente ainda ao assistir os relados da viúva e da filha de Orff sobre sua personalidade. Expus essa sensação a classe, e a professora Enny explicou que o trabalho de Orff pela educação musical infantil se deve ao interesse dele pelos pormenores. E, de fato, ao ler sua biografia, vi que o objetivo era sanar algumas lacunas que até músicos profissionais possuiam. Mas a Enny também lembrou que Carmina Burana também tem trechos delicados e diáfanos, o que pude comprovar agora, pois estou escutando-a!

A Enny comparou também Orff à Koellreutter, tendo em vista sua forte personalidade, e a forma como ambos encerraram suas vidas.

Também assistimos vídeos de aulas realizadas nos cursos do Instituto Orff. Me surpreenderam, pois não imaginava que esse método era tão focado no corpo. Não que a professora Enny não trabalhe dessa forma, pelo contrário: independente da matéria, ela sempre faz atividades com o corpo. E talvez por isso, nos aquecimentos das aulas de Orff pensava que era algo dela, e não "dele"!!!

Após os vídeos, trabalhamos com os instrumentos. Primeiro a Enny nos passou um tema sem a partitura, apenas tocando e falando as notas, e nós reproduzimos. Depois utilizamos a partitura. Fizemos com várias vozes e ficou muito bonito. Tocamos também um rock and roll em várias vozes, que se tornou um grande improviso e depois até alguns dançaram.


Orff: cachimbo e outras semelhanças com Koellreutter

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Relato de aula - 2 - Didática da prática instrumental - Orff

Para aquecer, a professora Enny nos apresentou uma nova música e o passo que usaríamos para dançá-la. Caminhamos e dançamos pela sala utilizando o passo. Depois, fizemos a dança em duplas. Eu fiz com o Thiago Horário, e foi muito, mas muito divertido mesmo! Não sabia se dançava ou se caía na risada! No início da música, tínhamos que caminhar no passo da dança pela sala, de braços dados. Na próxima parte, girávamos lado a lado com os ombros encostados, e depois batíamos as mãos como numa brincadeira de criança.

A Enny sempre faz esse tipo de aquecimento e acho muito bacana. Acredito que cada vez mais estou interiorizando esse método, de forma que logo logo estarei aplicando também nas minhas aulas.

Ao trabalhar com os instrumentos, fizemos bastantes exercícios de improvisação.

Conversando e lendo a respeito da prática Orff, percebo que o intuíto é esse mesmo: dançar, brincar, tocar, cantar, ou seja, coisas que as crianças gostam de fazer. E ao mesmo tempo que há uma liberdade no improvisar, no dançar, no cantar, também existem regras, formas. Isso é fundamental para um trabalho artístico. Infelizmente, normalmente aprendemos só com regras!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Relato de aula - 1 - Didática da prática instrumental - Orff


Não participei desta aula, mas pelo relato dos amigos percebi que perdi atividades muito divertidas.

Pelo visto, o aquecimento foi com uma dança bem agitada, focando os movimentos em determinadas partes do corpo, andando para frente/trás/lado, e também com imitação.

Depois, iniciou-se o trabalho com a prática instrumental, começando com a técnica para segurar as baquetas. Para variar, a Enny propôs brincadeiras ritmicas para auxiliar nesse aprendizado, dentre estas uma espécie de "Escravos de Jó", onde os alunos tinham que passar a baqueta de uma mão para a outra e depois passar para o amigo. Pelo que percebi, essas brincadeiras foram muito divertidas, mas não eram fáceis não!!! Espero que alguém tenha filmado.

Ao passar para a exploração do instrumento, a turma fez improvisos, glissando nos teclados, utilização de notas pedais, etc, daquela forma criativa, leve, natural, integradora, divertida, lúdica e musical que só a professora Enny consegue fazer.

 Xilofones e metalofones fazem parte do Orff-Schulwerk