terça-feira, 13 de setembro de 2011

Relato de aula - 6 - Regência e Didática do Canto Coral

- Exercícios para desenvolver a prontidão do grupo,
- Exercícios de aquecimento, utilizando sons com as consoantes "m", "r" e "s".
- Utilização da palavra “não” em crescendo, decrescendo, stacatto, forte, fraco, etc...
- Exercício em dupla para treinar concentração e preparação: os dois marcam o pulso, o lider diz uma palavra e no tempo (ou compasso) seguinte o outro deve repetir, mas enquando isso o lider já está falando outra palavra! Sensacional!
- Cânones
- Prática de repertório

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Relato de aula – 6 – Metodologia I

- Continuação do método Kodály.

Trabalhamos com a música dos patinhos:
“Todos os patinhos
gostam de nadar
Gostam de nadar
N’água a cabecinha
E o rabinho no ar”.

Escrever a música utilizando figuras alternativas:
.. .. _ _
.. .. _
.. .. _
.. .. _ _
.. .. _


Trabalhamos com a música “Boi da cara preta”:
“Boi boi boi
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta”

Opções de atividades:
- Cantar a música;
- Tocar a pulsação no pé / mão / pé e mão;
- Cantar a música enquanto toca um ostinato rítmico;
- Fazer cânone tanto cantando como com o ritmo;
- Expor que a canção tem pulso e ritmo. Com a mão direita tocar o ritmo, com a mão esquerda o pulso, e vice-versa.

Outra opção de música: "Boi da cara preta"

Também é possível trabalhar com nomes:


E com frases - “Nem tudo que reluz é ouro”:



Adorei a atividade de pergunta/resposta na roda. Nessa atividade, os alunos sentam em roda, e verifica-se se cada um tem um par:

 Estabelece-se uma pulsação. Cada aluno vai propor frases ritmicas para seu par, de acordo com as seguintes possibilidades:
- Perguntas e respostas iguais;
- Perguntas e respostas diferentes;
- Formulas de compasso diferentes.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Relato de aula - 5 - Metodologia II

Hoje assistimos um vídeo sobre Koellreutter.
Aliás, as aulas sobre Koellreutter são sensacionais!
Năo há como falar que é uma aula sobre música, ou sobre uma metodologia de ensino. Pelo que vejo, assim como as aulas COM Koellreutter, as aulas SOBRE ele săo mesclas de música, filosofia, cięncias, história, política, pedagogia... Quem teve a oportunidade de conviver com esse grande mestre se modifica a tal ponto que năo tem como năo passar, transmitir, contagiar a todos o mesmo espírito.

Opa! De repente me lembrei de Paulo Freire também!!! Percebo que os grandes mestre se tornam grandes e admirados por isso: conseguem ter essa visăo holistica das coisas.

Voltando para a aula!

"O que tem para ouvir nessa música?"
A música comtemporanea incorporou a incerteza do mundo.
Com o advento da Teoria da Relatividade e as descobertas da Fisica Quantica, foi possível perceber a imprecisăo do mundo em que vivemos.

Os criadores săo diferentes dos compositores. Eles desafiam, transgridem, chocam, estrapolam, contestam! E tudo que é novo causa certa estranheza. Demora um certo tempo para que as pessoas consigam digerir novas linguagens e propostas. Me lembro até hoje a sensaçăo que tive quando ouvi Pierrot Lunaire, de Schoenberg. Foi a primeira vez que ouvi uma música atonal! Me tirou do eixo! Parecia que eu iria cair da cadeira!!! Fiquei sem ponto de referęncia! Ainda hoje tenho essa sensaçăo, mesmo que bem mais amena.

Ensino pré-figurativo
Koellreutter propôs o ensino que chamou de pré-figurativo: você năo vai ensinar, mas sim criar uma situaçăo para a criaçăo.
"Ensinar a teoria musical , a harmonia e o contraponto como princípios de ordem indispensáveis e absolutos é pós-figurativo. Indicar caminhos para a invenção e a criação de novos princípios de ordem é pré-figurativo.
Ensinar o que o aluno pode ler em livros ou enciclopédias é pós-figurativo. Levantar sempre novos problemas e levar o aluno à controvérsia e ao questionamento de tudo o que se ensina é pré-figurativo."
Trechos do livro "Koellreutter Educador: o humano como objetivo da educação musical"
Outros pontos:
- Importância da conscięncia
- Relaçăo inter-humana -> escuta do grupo
- 1941: Superaçăo da forma de sonata tradicional

Frases da aula:
"Educaçăo musical é educaçăo"
"Ser humano: o mais importante do ensino musical"
"Música a serviço da personalidade"
"A música é uma arte temporal"

Relato de aula - 5 - Regência e Didática do Canto Coral

- Relato da Mara sobre sua experiência com o coral de crianças do Sesi e suas dificuldades (turma numerosa, alunos participam por obrigação, comportamento)
- Discussão em grupo sobre os textos enviados;
- Discussão em sala sobre a figura do regente;
- Técnicas de regência (regência de ritmos - binário, ternário e quaternário)
- Prática de repertório

Relato de aula – 5 – Metodologia I

- Introdução do método Kodály

Nessa aula foram expostas as características do método Kodály:
- Valorização da cultura local. No caso dele, o folclore húngaro, do qual muitas músicas são utilizadas em seu método. Aliás, num trabalho de pesquisa de músicas populares a serem aproveitadas nas suas composições, Kodály coletou cerca de 100.000 canções. Foi muito discutido em sala de aula a questão da necessidade de, quando se utilizar o método Kodaly, fazer uma adaptação para nossa cultura brasileira, utilizando nossas músicas folclóricas. Além de se dar a devida importância para a cultura local, existem algumas diferenças entre as canções tradicionais de um país para outro. Por exemplo, no caso das músicas húngaras, o intervalo de terça menor é muito presente. Entretanto, na música brasileira o intervalo que mais aparece é o de quinta justa;
- “A música pertence a todos”, sendo uma importante ferramenta para a formação integral de ser;
- O canto é o melhor fundamento para a técnica musical, tanto que seu método utiliza-se muito do canto coletivo.
- Solfejo relativo;
- Dó móvel;
- Sistema de manossolfa;
- Ritmo é ensinado em conjunto com a melodia;
- Utilização de sílabas como “TÁ” e “TI-TI” para trabalhar as figuras rítmicas;
- Música deve fazer parte do cerne do currículo educacional, um assunto essencial como base para a educação.

Surgiu também em sala uma discussão a respeito de ensinar ou não a notação musical convencional. Bom, eu particularmente tenho pouca experiência em dar aula de música numa turma que não esteja voltada para o aprendizado de um instrumento musical. Entretanto, me lembrei muito a possibilidade de se trabalhar um currículo em espiral, onde a cada etapa se aprofunda e se ampliam os conhecimentos, que a professora Ruth Ladeira nos apresentou no semestre passado. Acredito que, dependendo da idade e da “etapa” em que o aluno se encontra, podemos começar com uma notação não convencional, mas depois é possível apresentar a notação padrão.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Relato de aula - 4 - Metodologia II

Hans-Joachim Koellreutter

Hoje praticamos um exercício chamado "Fases de Tamboriladas".

Foi muito bacana! Pesquisamos tudo o que era possível tamborilar na sala de aula. Depois, cada um mostrou sua pesquisa. Achei muito bacanas os sons encontrados pela turma! Principalmente utilizar as baquetas nas grades existentes embaixo das cadeiras.

Em seguida, fomos convidados a ir a frente do grupo para reger e montar uma composição, inclusive utilizando outros intrumentos como xilofones e metalofones.

Relato de aula - 4 - Regência e Didática do Canto Coral

- Continuação de atividades com a música "Caça a Raposa" de João Bosco (gravação com o grupo Vesper)
- Exercícios de coordenação (regência de ritmos - binário, ternário e quaternário - trocando de mãos)
- Prática de repertório
- Regência do repertório por alguns do grupo